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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

NEM QUE A VACA TUSSA

Apesar de o Brasil continuar sendo um país do futuro e gigante pela própria natureza tornou um país de propostas, sobrevivendo na base "respiração artificial", em razão da" miopia" dos governantes, especialmente do Congresso Nacional..


Podemos até sugerir que aquilo que era estatisticamente previsível,  tornou-se necessário tomar medidas corretivas urgentes para tornar-se "Brasil Novo", "Ideologia Novas". Trata-se de uma realidade pós-fatos, incontestável. Já está na hora de se sair dos obstáculos do fazer para os enigmas do saber.

Acontece que os obstáculos do fazer estão exatamente na derrubada de privilégios dos governantes em geral, incluindo-se Parlamentares. Perda de privilégio? "Nem que a vaca tussa"!




CAIXA PRETA Roberto Lanza
13/12/2017

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

IGNORANDO QUEM EU SOU


O homem quando se identifica com a sua personalidade e com a forma material, é inconsciente de sua verdadeira essência, do seu EU Real, e durante longo tempo não percebe essa atração da alma; ou melhor, percebe-a inconscientemente, como sensação de vazio, de insatisfação, de solidão, de separação. Sente-se incompleto, e então busca a complementação em caminhos errados, no exterior, mantendo-se constantemente iludido.

Poderíamos dizer que o sofrimento fundamental do homem, sua angustia existencial é, na realidade, o sentimento de ter perdido a si mesmo, de se ter distanciado da sua realidade espiritual.

Dizia Stendhal, com argucia: “Vemos as coisas tal como se afiguram à nossa cabeça. Portanto, precisamos conhecer a nossa cabeça”.

O homem tem dentro de si a exigência inata de compreender o significado da vida, porque é o único entre os seres viventes que tem consciência de que existe, o senso do eu individual, e a faculdade de pensar e de fazer perguntas a si mesmo.


O mistério da vida não é um problema a resolver, mas uma realidade a experimentar. Van Der leeuw

CAIXA PRETA Roberto Lanza
29/09/2016

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

APARELHO PSIQUICO


Freud durante suas pesquisas sobre a formação do aparelho psíquico, ele concluiu que o aparelho psíquico não é psíquico, ele é um aparelho de linguagem. Ele  não concebe um aparelho de linguagem como constituído na relação com o mundo, mas como construído na relação com outro aparelho de linguagem.

O aparelho de linguagem forma-se aos poucos, elemento por elemento, na relação com o outro aparelho de linguagem
, e é apenas por referência a esse outro que ele funciona. É importante que se entenda esse “outro” como sendo outro aparelho de linguagem e não como sendo o mundo. O mundo, por si só, não é capaz de produzir um aparelho de linguagem e é, apenas, no seio de uma pluralidade de aparelhos de linguagem que um novo aparelho de linguagem poderá surgir.

É, portanto na relação com outro semelhante, enquanto falante, que o aparelho de linguagem se forma, e não na relação enquanto objeto do mundo. Mesmo o outro, enquanto objeto do mundo, só se constitui como objeto a partir da linguagem, a qual cria o denominado "campo da realidade". Todos
nós nascemos totalmente analfabetos. 

Na realidade o mundo não tem cor, não tem cheiro, não tem sons e nem sequer sabores. São os nossos cinco sentidos que transformam as combinações químicas em sabores e cheiros, as vibrações sonoras em sons e ruídos e os espectros da luz o cenário físico do mundo exterior.


Portanto, não é a coisa que fornece a significação do objeto. Por exemplo: esse vinho é muito saboroso..Não se trata, pois, de uma auto-enunciação pela coisa. O que a coisa fornece são elementos sensíveis, impressões, que somente adquirirão unidade de objeto a partir da linguagem, mais especificamente da relação que esses elementos mantêm com a representação-palavra. Sem essa articulação representação-coisa e representação palavra não haverá apenas aparelho de linguagem, como também não haverá aparelho psíquico. O animais se comunicam mediante uma linguagem apropriada fornecida plea natureza.

A representação-objeto não é, uma representação icônica da coisa, não é semelhante à coisa, mas apenas
índice da coisa. Seu significado é dado pela representação-palavra e não pela coisa. Isto quer dizer que as representações, sejam elas representação-palavra ou representação-objeto, remetem-se umas às outras de tal maneira que formam entre si uma trama ou uma rede de articulações, de signos / signos que na função significante remetem a signos e não a coisas.

É impossível, portanto, imaginarmos o aparelho psíquico como algo que se esgota em si mesmo. Não se trata de um aparelho já pronto que, em seguida, entra em relação com o outro e com o mundo. O aparelho psíquico não é em-si, é para-si, e é nessa relação ao outro que se constitui consciência de si.

A verdade porém é que sua concepção do aparato psíquico encaixa-se perfeitamente com a tese fundamental de Hegel de que o desejo do homem é o desejo do outro, ou, se preferirmos, que o desejo humano é desejo de desejo. Essa dependência fundamental do aparato psíquico para com a linguagem coloca uma questão: a do próprio estatuto do aparelho psíquico. Assim o aparelho psíquico é um aparelho simbólico e não um aparelho psicológico.

Por outro lado, não há aparelho psíquico sem memória, não sendo entendida como uma faculdade ou uma propriedade deste aparato, não é algo que surge depois do aparato já constituído, mas algo que é formador do próprio aparato. Não é o aparelho psíquico que é pré-condição para que se forme o aparato psíquico e sim a linguagem Sem a linguagem a pessoa desaparece e o mundo também.

As opiniões e desejos de outras pessoas fluem para dentro de nós através do discurso. Nesse sentido, podemos interpretar o enunciado de Lacan de que o inconsciente é o 
discurso do OUTRO (Grande outro - pais, família, parentes, instituições, Deus, religião, etc...) ou melhor dizendo: inconsciente está repleto da fala de outras pessoas, das conversas de outras pessoas, e dos objetos, aspirações e fantasias de outras pessoas (na medida em que estes são expressos em palavras). Assim, vivemos num mundo bastante enigmático

CAIXA PRETA Roberto Lanza
21/08/2015