Muita paz, alegrias e felicidades para todos neste Natal e Ano Novo.
Paz e serenidade são sentimentos e valores essenciais que todos nos queremos. Mas lembremos-nos de que: "Não há caminho para a Paz. A Paz é o caminho" (Gandhi). Isto é tarefa de cada um cultivá-la dentro de si mesmo.
CAIXA PRETA Roberto Lanza
22/12/2017
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
Eu existo, logo sofro!
Ninguém se cura de ser Humano. O sofrimento faz parte da natureza humana de forma universal e inevitável. Todos nós somos promotores e portadores dos sintomas do sofrimento. Tanto a luta quanto a fuga só amentam o sofrimento. A saída é não identificar com ele e aprender a conviver com ele.
CAIXA PRETA Roberto Lanza
20/12/2017
CAIXA PRETA Roberto Lanza
20/12/2017
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
O AQUI E O AGORA
Seja como o mar: Incansável na busca da onda mais perfeita até descobrir que a perfeição está na própria busca! Viva o aqui e agora. Sempre...
CAIXA PRETA - Roberto Lanza
18/12/2017
CAIXA PRETA - Roberto Lanza
18/12/2017
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
NEM QUE A VACA TUSSA
Apesar de o Brasil continuar sendo um país do futuro e gigante pela própria natureza tornou um país de propostas, sobrevivendo na base "respiração artificial", em razão da" miopia" dos governantes, especialmente do Congresso Nacional..
Podemos até sugerir que aquilo que era estatisticamente previsível, tornou-se necessário tomar medidas corretivas urgentes para tornar-se "Brasil Novo", "Ideologia Novas". Trata-se de uma realidade pós-fatos, incontestável. Já está na hora de se sair dos obstáculos do fazer para os enigmas do saber.
Acontece que os obstáculos do fazer estão exatamente na derrubada de privilégios dos governantes em geral, incluindo-se Parlamentares. Perda de privilégio? "Nem que a vaca tussa"!
CAIXA PRETA Roberto Lanza
13/12/2017
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
SER PRESENÇA
Ser presença é ser comprometido, atuante, muito mais do
que simplesmente estar ali. Ser presença é assumir o passado, questionar o hoje
e dinamizar o futuro, abrindo caminhos. É encarnar-se. Não é ser igual aos outros, mas descobrir a
sua originalidade. Deus nos fez originais, nós lutamos em ser cópias.
É sair da mediocridade, do mais ou menos e comprometer-se
radicalmente.
Presença é questão de vida. É questão de percepção. É ter
coragem para se rever e aceitar o questionamento.
É ser transparência.
“ORAÇÃO AO RITMO DA VIDA”.
Padre N. Carloni
CAIXA PRETA Roberto Lanza
13/12/2017
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
VIVER DA VIDA
Infeliz daquele que nega a sua
própria história e não assume a responsabilidade pela sua própria vida. Jamais
poderá sentar no trono da sua própria vida, para poder reiná-la.
Fatalmente estará
condenado a viver da vida e não viver
a vida. Estará sempre sob a égide do reino dos outros, atuando
simplesmente como escravo. Não passa de um vir-a-ser, um projeto de existência.
O resultado não pode ser outro senão a decepção e a tristeza, o tédio e a
nostalgia do UM em vão prometido
Eu sou eu mesmo. É nisso
que consiste e aí está a origem de toda sabedoria: em sabermos que sabemos, em
pensar que pensamos, em captar-nos simultaneamente como sujeito e objeto de
nossa experiência. Não se trata de fazer, uma reflexão auto-analítica, nem de
pensar ou pesar nossa capacidade intelectual, nossas possibilidades e
limitações. Isso seria o mesmo que partir a consciência em duas metades: uma
observando e outra sendo observada. Não se trata de uma projeção do ego sobre o
objeto, mas trata-se do sujeito e do objeto que se identificam. É uma coisa
simples e possessiva. Sou eu que percebo, e o percebido também sou eu mesmo. É
consciência que se dobra sobre si mesma. Eu sou eu mesmo.
Portanto, sou alguém
singular, absoluto e inédito. Eis o mistério do homem. Depois da palavra Deus,
o pronome pessoal “EU” é a palavra mais
sagrada do mundo. Eu sou um e único e os outros também.
Podemos até ter filhos.
Tendo-os, reproduzimo-nos na espécie. Mas não podemos reproduzir na
individualidade. Não posso repetir-me em meus filhos.
CAIXA PRETA Roberto Lanza
12/12/2017
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
ALMA GÊMEA
No mais íntimo do nosso SER, nutrimos a fantasia de que alguém vai nos completar, como se fosse "alma gêmea".
Na realidade, o que esperamos deste encontro? As artes, as músicas, os mitos, as lendas, etc. parecem que fundamentam e atestam tal condição. Somos realmente peregrinos na busca de algo intimamente relacionado com uma pessoa que fosse misteriosamente nossa. Na ilusão, buscamos a plenitude, para nos sentirmos completos e inteiros.
Infeliz daquele que ignora os riscos e as possibilidade de encontrar pela vida alguém, acreditando que haverá plenitude desse encontro. Haverá sim um encontro, mas será de duas faltas. A sua e a do outro. Se não for percebido isso o perigo é maior que da ilusão e vem logo a desilusão..
Estar inteiro é assumir-se como ser humano saudavelmente independente. Seja, portanto, um ser inteiro antes de ser apenas a metade de um casal. Eu gosto de dizer que casado é feito de dois inteiros e não de duas metades. Somente um ser inteiro pode dizer que ama e é amado. Por que ser apenas metade se você é um individuo e seu parceiro (a) também é outro?
Afinal, querer satisfação plena todo mundo quer. Mas abrir mão de si pelo outro é impossível e pouco recomendável. O justo seria tentar ser fiel ao próprio desejo, mas deixando de ter certo cuidado com a forma de lidar com isso. Afinal orientar por uma ética mais solidária talvez seja a saída. Tentar levar as coisas de tal modo que, sendo fieis ao próprio desejo, não esqueçamos de que o outro existe e que esta alteridade deve ser considerada. Isso é difícil, mas não impossível. Afinal, que graça teria se na vida fosse tudo muito fácil?
“É difícil ao homem enfrentar-se e encontrar-se a si mesmo. Avido de exterioridade, sua avidez o conduz ao Vazio. E, fugindo ele de si mesmo encontra-se com a tortura da imensidão de coisas que se abrangem nos sentido”. (Da Ordem 2,10,30).
E ainda:
“Por que se dispersa fora? Começou a entregar seu coração ao exterior e perdeu-se a si mesmo. Quando o homem, por amor a si mesmo, entrega seu coração às coisas de fora, perde-se na fluidez dessas coisas e, de certo modo, dissipa prodigamente suas forças. Esvazia-se de si. Despedaça-se”. (Sermões 96,2)
Como podemos entender tais pensamentos filosóficos?
“Ao Ego, será sempre impossível a plenitude! Como “filho legítimo” da Grande Separação, do surgimento do “eu separado”, do Adão (que vem do Sânscrito: adhi – aham – “primeiro eu”), sempre lhe faltara algo – pois ele sofre a perda da identidade com o todo, desde que se diferenciou dessa matriz primordial, ontológica, representada inicialmente no psiquismo individual pelo útero materno e, logo após, pela relação simbiótica e edipiana com a figura materna. E em busca desse Algo ele tece desde o nascimento uma teia de incontáveis desejos na esperança inconsciente de sustentar-se sobre o imenso vazio existencial, num desespero inaudível de busca de sobrevivência e auto justificativa para o devir dessa existência.
Ele (o ego) se esforça laboriosamente através da vigília e do sono para satisfazer a cada um dos seus desejos, ora justificando-os como instintos naturais e intransponíveis, ora vestindo-os em trajes mais nobres, como algum bem social moral, cientifico ou até mesmo espiritual”.(Professor Afonso Celso L. Wanderley.)
Por outro lado, existe uma espécie de lei inscrita em cada ser: na qual ele é feito para a alegria e não para o sofrimento. Viver é uma miscelânea de sentimentos, como dores, alegrias, tristezas, prazeres, euforia, amor, felicidade, sem parâmetros de balizamento. Nada disso é coletivo (é pessoal) e nem sequer transferível. Daí a felicidade tornar-se um episódio transitório e repetitivo.
Para grande maioria das pessoas, a vida é um processo de gozar o possível do corpo, reservando-se para a luz da fé as ocasiões de sofrimento inadiáveis. Nossa verdadeira natureza é a paz; a verdade; o amor; a felicidade;... São as crenças cegas que fazem nossa vidas infelizes.
Neste sentido, vejamos o que diz o poeta Vicente de Carvalho (1866-1924) em seu Poema Velho Tema, no qual ele exprime essa arrigada condição humana: a incapacidade de sermos felizes por não valorizarmos o que a vida nos oferece.
Só a leve esperança, em toda vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada.
Nem é mais a existência, resumida.
Que uma grande esperança malograda
.
O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansioa e embevecida,
È uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda vida
Essa felicidade que supomos,
Arvore milagrosa que sonhamos,
Toda arreada de dourados pomos,
Existe, sim: mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde estamos.
Felicidade, árvore frondosa de dourados pomos. Existe, sim, mas nós nunca a encontramos porque ela está sempre apenas onde nós a pomos, e nunca a pomos onde nós estamos.
CAIXA PRETA - Roberto Lanza
CAIXA PRETA - Roberto Lanza
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